segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

UM POUCO MAIS




Besteira decadente

Estrela ascendete

Juventude deliquente.


Vinho

Música

Cigarros


Besteira delinquente

Estrela decadente

Juventude ascendente


R$ 5,00

R$ 0,00

R$ 3,50

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R$ 8,50


Besteira ascedente

Estrela delinquente

Juventudude decadente

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

um poema, mais um dia

Por acaso temos pressa?

Temos algo?

Estamos completamente sem nada...

Usurparam até as lembranças.

Sempre em frente, diz a luz, em “o preço, de Gessinger.

Mas como podemos ir em frente?

Por acaso há luz?

N. Reis, em sua, digamos, famosa ópera,

Prometeu não mais mentir, até que o caminho encontre.

E hoje, neste dia cansativo, onde os boatos de demissão rodaram os meus ouvidos,

Fico feliz em saber que o mundo ainda é bom, e que, como diz Camus:

“não imagino outra coisa que não seja a vida”.

Assim, termino de fumar mais um dos meus inúmeros cigarros

Olhando para a humanidade;

Olhando para a monstruosa rampa de lixo que há em frente a minha casa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

os habitantes da cidade




(Praça do Ferreira, Fortaleza/Ce)


O relógio tocou às oito e vinte. A cidade acordou tarde! De longe, se via a melancolia daqueles que, aos poucos, saiam para mais um dia de trabalho. Era um dia estranho, talvez por causa do sol, que até aqui se mostrava mais insuportável.

As pequenas pessoas daquela inútil cidade saiam para trabalhar. Saiam por que precisavam. Saiam por que do trabalho sai o seu sustento. Se tivessem a sorte de terem nascido numa família rica, talvez deixassem o trabalho de lado. É uma verdade: ninguém gosta de trabalhar.

É preciso ter disponibilidade para fazer o que Thoureau e McCandless fizeram. Enquanto esta disponibilidade não chega, os habitantes da cidade sonham com dias melhores. Sonham com dias que calmos, serenos.; dias que realmente serão felizes...
"acaba a grana...
mês ainda tem"

(Gessinger)

Amigo blog,



Eu sou o eterno apaixonado em busca do amor perdido. Eu o perdido mendigo apaixonado pela cidade cruel. Sou insatisfeito. Sou fraco. E sei que nunca superarei os meus medos.

Morrerei em paris...

Odeio ver pessoas sendo privada de sua liberdade. Odeio que se intrometam em minha vida (mas quem não odeia?). Odeio ver pessoas sendo humilhadas. Detesto a arrogância.

Gosto das noites em flecheiras. Gosto das canções de Bob Marley. Gosto das canções de Bob Dylan - Bob². Fumo. Fumo cigarro. Fumo cannabis, às vezes. Gosto de vinho. Gosto de vinho levemente suave. Gosto do mar. Gosto da Praça do Ferreira. Gosto de algo que ainda não vi. Vodka me deixa com fortes dores de cabeça.

Ultimamente, tenho recebido muitas reclamações por conta das minhas noitadas. Mas só escuto os reclames, não os contesto, pois sei que, no fundo, estes reclames são meros espelhos do passado dos atuais reclamantes.

Moro só. A solidão me deixa muito tempo calado. Meu ventilador, minha geladeira e minha televisão são meus únicos empregados. Fazem tudo na hora certa, porém o ventilador é meio anarquista, nunca ameniza o calor da maneira que eu quero.

Na parede da minha atual casa (ou melhor, quarto), há uma moldura com Dylan e Camus. Camus tinha a mesma melancolia que, nestes vinte e quatro anos de vida, eu tenho. Assim como eu, talvez ele se sentisse rejeitado pela mulher amada. Mas Camus tinha uma coisa que eu não tenho: as ruas de Paris. Eu, no entanto, tenho uma coisa que Camus não tinha: a noite de flecheiras.

A vida passa rápido (clichê?... talvez!).

Morar numa casa que não possui janelas é ruim. O calor é insuportável. Mas prefiro o calor, pois a usurpação da liberdade é muito pior.

Passou-se o ano de 2008 e quase não percebi.
Porres. Festas. Cinema. Cigarros. Livros. Vinhos. Liberdade. Meu pai. Banco. Daniel, Paulo e Diovanna. Pensão. Noitadas. Reclames...

Do ano de 2009 não espero muita coisa. Não fui acostumado a fazer previsões. Gosto de deixar o ano pensar e agir sozinho. Só uma coisa eu peço a Deus: que minha produção intelectual cresça, e que eu encontre pessoas que me ensinem o que eu ainda não sei. Tomara que o meu desejo se realize...