Gotas de água caem no chão das dunas de Flecheiras. Fortaleza tem paquete. Camocim tem canoa. Flecheiras tem canoa e paquete, mas não tem a torre e nem tão pouco revolução industrial.
As traves do campo de futebol são feitas de talo de coqueiro. O meio-campistas só não joga no gol. O vendedor de din-din ganha uns trocados com o seu pequeno negócio. A arquibancada é o mar. O jogo é a vida.
Fortaleza terá uma copa do mundo. E, enquanto a copa não chega, Flecheiras se torna um paraíso de prostitutas. No peito, como não há mais escudo, ficaram as saudades do Fluminense praiano, o tri campeão do campeonato trairiense.



