quinta-feira, 27 de março de 2008



(vicent van gogh)

AVISO

Prometo pra mim mesmo que, ainda este ano, eu deixarei este lugar. Cansei de ser martirizado. Diante dos milhões de estrelas que agora cobrem minha cabeça confesso: sou infeliz! Infeliz porque odeio a atitude dos habitantes deste lar.

Deus, me perdoe, mas não sei se vou agüentar dividir o mesmo céu com estes seres draconianos. Sou infeliz, repito. Vivo numa ditadura, porém não encontro forças pra lutar contra este regime. Novamente penso em fugir, e, desta vez, para um lugar mais longe, ou desconhecido. Talvez neste lugar eu seja feliz.

terça-feira, 25 de março de 2008

PELA ORDEM, EXCELÊNCIA!

A segunda-feira é conhecida como o dia da semana dedicado a preguiça, e comigo não é diferente. Depois de passar o domingo lendo uma série de artigos da coluna do Diogo Mainardi, publicadas no ano de 2002, tive a sensação de que o blog é o melhor local pra desabafar. Passei o feriado na casa de uma tia (pra varia). Todos os dias eu estava cercado por de gente de todas as idades - de dois anos a cinqüenta e poucos anos, porém nenhum despertava em mim o desejo de conversar. Passei cinco dias calado. Falei o essencial. Menti, principalmente quando perguntavam se estava tudo bem. Ainda não perdi o gosto pela minha família, até porque eles estão me ajudando, mas não encontro, entre eles, alguém que eu possa depositar minha confiança. Aliás, neste mundo, apenas duas pessoas são dignas de minha confiança, não revelo porque sei que elas sabem disso.

Tentei começar a ler “O elogio da loucura” – de Roterdã -, mas, no fundo, conclui que, atribuir todas as atitudes humanas à loucura é uma abrupta estupidez. Mas, por sorte, quando tentei reservar “o jardim das aflições”, este já estava disponível para locação – foi a única coisa boa que aconteceu no meu dia. Passei a manhã na universidade tentando fazer um trabalho de direito do consumidor, contudo a desonestidade do professor fez com que eu apenas rabiscasse algumas palavras. Durante esta decadente-saga-universitária, tentei escrever uma crônica sobre o meu avô, mas este me azucrina tanto que não despertou em mim nenhuma feição romântica. No fim das contas, prestes a encerras os trabalhos, resolvi entregar os rabiscos do trabalho do mesmo jeito, isto é, sem “passar a limpo”. Que se lasque o direito do consumidor. Meu ouvido está cheio de água, deve ser por causa da piscina. É uma sensação horrível. Embora eu tenha fumado uns tantos, fumar um Camel com os ouvidos entupidos não é muito bom. Mas o prazer de sentir aquele gosto de mato na boca é irresistível. Tomei trezentos mililitros de café. Comi dois calzones. Escutei pela quadragésima vez o Cd “4” – Los Hermanos. Mandei “emeius” para alguns amigos. Li um e-mail de uma garota de São Paulo – uma menina que sempre lia o meu antigo blog. Li novamente a coluna do Mainardi, e separei uns textos dele para um amigo. Por fim, nos instantes finais da sessão, resolvi dar uma passada na aula de direito previdenciário para participar dos momentos do ‘pela ordem’.

terça-feira, 18 de março de 2008

Pretexto desnecessário




A questão é a mesma, e os defeitos, no entanto, são necessários. O submundo cultural investe pesado na obra de seus soldados. A música, na madrugada, tira o oceano de amargura, afasta os maus espíritos, e o strip-tease intelectual de ontem à noite fez me enxergar quão grande são os pés dos que chamam para si a superioridade em desprezo.

Os discípulos, no jardim angustiante, tentam interpretar o amargo simbolismo, mas em vão tentam, porque a história foi traçada antes mesmo deles existirem. Mas o mestre, que sabe o outrora e o porvir, lamenta sua já anunciada sentença e chorando lágrimas de sangue.

Antes, via eu o desprezo nas vãs filosofias, contudo, hoje, entendo que o desprezo insere-se em cada versículo da carta sagrada. Deste modo, o exemplo dos santos vira o alvo da vida, e pretexto torna-se desnecessário.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Amor pra recomeçar

I


Ela não tinha novidades. Até aquele momento não havia ainda contemplado os olhos da felicidade. A vida, para ela, deixara de ser uma fantasia, era, agora, uma cruel sincronia de problemas e decepções. Já não fazia diferença entre está em casa ou está na rua. O “tanto faz”, segundo ela, era a resposta mais verdadeira e mais compreensível.


Clarissa, apesar de ter uma opinião mais dura a respeito da vida, não tinha grandes frustrações. Exercia a profissão que sempre sonhou. Tinha uma boa casa. Estava quase conseguindo terminar a faculdade de fotografia - um dos seus grandes sonhos. Há três anos, exerce a psicologia. É uma psicóloga exemplar. Durante este tempo, viu muitos casos interessantes, fez belas amizades e, como era de se esperar, ajudou muita gente a resolver seus problemas. Porém, de uns dias pra cá, não sabe se a psicologia é realmente a sua função, pois que, agora, vê em tal ciência uma abstração sem fim. Ela não entende o motivo dos seus métodos terapêuticos, apesar de muito bons, não serem simplesmente contestados, já que em muitos não surgem efeitos. No entanto, a subjetividade da psicologia aniquila toda a possibilidade de se resolver este dilema. Para a psicologia, dizia ela, tudo é válido. Era como se o velho ditado: “cada caso é um caso”, fosse à justificativa mais conveniente. No mês passado, completou bodas de açúcar, isto é, seis anos de casamento. Ainda lembra do dia da festa, da noite de núpcias e o dia da primeira briga. Logo, conclui: não foram bem seis anos. Mas, por incrível que pareça, fica triste por saber que nem ao menos hesitara no momento do “sim”. Geraldo, seu marido, nunca achou que sua mulher fosse infeliz. Ele sempre acreditou na sua felicidade. Ele nunca percebeu o semblante melancólico da sua esposa. Mas, quando a observava de longe, percebia claramente a existência de um vazio dentro dela, e recorda que, no dia do casamento, ele a encontrara chorando muito, mas logo conclui que as lágrimas eram de felicidade, e resolveu não mais conceder espaço para tal assunto. Naquele dia, Clarissa entendeu o sua choro como uma leve expressão de felicidade, todavia, com o passar do tempo, negava o seu antigo raciocínio e dava espaço para uma interpretação mais sincera, ou seja, a de que ela era realmente infeliz.


II


Ele também não tinha novidades. Sua vida pouco a pouco tornava-se uma mesmice insuportável. Era como se suas escolhas não tivessem mais sentido algum. Sua condição fazia com que ele pensasse num porvir mais agradável, mas ele sabia que não havia nele aquilo que Nietzsche chamou de vontade de potência. Assim, a vida e as relações que adivinham dela pairavam num abismo mortal chamado niilismo. Este estado neutro, que Nietzsche afirmava ser o ponto entre a ascensão e o declínio, é, não obstante, agora a sua principal característica.


Dois institutos tidos como básicos, para Fabiano, estavam em declínio: sua profissão e o seu desejo pela vida. Era como se ele se deixasse esmorecer por qualquer injustiça, seja ela a mais simples. Preenchia todos os requisitos de um niilista: não possuía mais nenhum objetivo, a não ser, é claro, conseguir dormir; também não fazia questão de ter companhias, ainda que, em suma, a companhia dos amigos lhe agradasse. Ele não possuía mais aquele vigor de ver a vida com um pouco de esperança, só uma vontade não de viver.


Desde que saiu da faculdade de Direito, tem pensado em abandonar aquilo que o destino lhe reservara, mas como não soube com precisão identificar o que exatamente o destino havia lhe reservado, ficou então a mercê das previsões do mercado de trabalho e acabou se transformando num advogado incrivelmente burocrata e parcialmente feliz, deixando assim que os desejos consumissem sua alma, semelhantemente ao fogo que consome a palha seca.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A ética do clichê social


Dentro das idéias social e politicamente corretas existe uma sincronia de clichês. No entanto, basta apontar alguns questionamentos a uma só dessas idéias, para que, num passo imaginável, as outras caiam por terra. Existe na mentalidade dos chamados defensores da causa humanitária uma bandeira falsa, que, na visão deles, é mais importante que a bandeira de Cristo. A concepção daquilo que leva o indivíduo à prática criminosa é, por estes indivíduos, incrivelmente modificada. A idéia marxista diz que o homem é um mero espelho do seu meio. Se aceitarmos esta “teoria”, estaremos admitindo que, caso um indivíduo nasça e, porventura, cresça num estabelecimento propício à criação de cães, sua aptidão para latir será incontestavelmente perfeita.

Nestes movimentos, a bandeira que se encontra no mastro mais alto é esta, daí percebe-se a clareza e honestidade de tais idéias. Deste modo, nem a mais tradicional teoria psicológica sobre a formação é por eles respeitada, isto é, a de que o homem não forma-se apenas pelas influências do meio, mas por uma fusão do meio (sociedade), psic, bio e espiritualidade. Ocorre que, em nome do mito da revolução, eles mentem até para si mesmo, passando seriamente a acreditar nas mentiras que eles mesmos criaram, esquecendo, de certa forma, os outros institutos que proporcionam a formação da conduta do homem. Não se quer aqui, porém, aniquilar por completo a influência social, mas desmentir a idéia falsa de que o homem é tão somente fruto do seu meio.

Portanto, o que se percebe, não obstante, é um baile maquiavelicamente arquitetado pelo mito da revolução, com um único objetivo de trazer a confusão e a certeza de que a incerteza é a grande resposta pra tudo. Sobre isto, podemos expor autêntico pensamento do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho: tais seres têm como fonte vital o prazer de confundir o pensamento do outros. São também conhecidos como filósofos-sanguessugas. Por ironia do destino, a universidade é um criatório de sanguessugas.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Juno, 2007.


Juno é bom. Nem ruim nem ótimo; é simplesmente bom. Não tem um roteiro amargo como o de “A pequena miss sanshine”. Também não usa clichês. Tem sensibilidade. É trágico e esperançoso. É lindo. Invejável. Assisti no dragão – no lugar da aula de consumidor. Na sala de cinema: eu, uma coca-cola, uma pipoca de R$ 4,00 e um velhinho com sua senhora, que, por sinal, sempre são vistos nas salas de cinema.

Vai um tic-tac laranja?

quinta-feira, 6 de março de 2008

Fábrica de Moços corretos: Análise do comportamento na sala de aula. Parte I


Os tolos, que adoram fazer perguntas óbvias, sobretudo nos três últimos minutos de aula, são seres agradáveis. Eles têm um ar desesperador - um ar de quem tem a obrigação de dizer algo para o professor, ainda, é claro, que seja uma tolice. Podemos comparar a conduta desses seres (se é que se pode chamá-los assim) a um cão que deseja desesperadamente a atenção do seu dono. Pobre cão, mal sabe que foi comparado a um fanfarrão. Perdoe-me, pobre cachorrinho.

Não podemos, contudo, ignorá-los a ponto de não tirar deles a única coisa boa. Mas o que teria de bom num ser dotado de tal qualidade? A resposta é: a aptidão para fazer com que muitos não desejem ser iguais a eles. É impressionante mesmo. Muitos por aí, como por exemplo, professores, políticos, sacerdotes, artistas, vivem numa atitude meia sua e meia dos outros. É como se suas atitudes fossem condicionadas ao ‘gostar ou não’ do seu público. Eles agem segundo o pedido do público, caindo assim num narcisismo perigoso e doentio. Entretanto, tal conduta tem um fim. Veremos logo mais adiante.

Se compararmos tais seres a um professor comum, estes, porém, infinitamente vezes mais dignos, conseguiremos sem dúvida distinguir a farsa que há no comportamento do que se nomeiam bons professores. Estes mendigos de centro acadêmico chegam ao ambiente universitário como se não quisessem nada. Antes, contudo, vestem uma capa de engraçadinho, e saem na calada-da-noite para arquitetarem suas próximas conquistas. Normalmente costumam pregar idéias progressistas. Pra variar, são anti-americano e defensores do meio ambiente. Porém, suas carapaças começam a cair, quando num ato de pura safadeza, não emitem opiniões sobre o comportamento dos colegas professores, pois assim evitam inimigos. Suas aulas mais parecem comícios. Suas falas, especialmente nas palestras, mais parecem orações. Seu posicionamento político, enfim, tem como bode expiatório a globalização, o capitalismo e a sociedade. Não estamos diante de um mostro ou de um maldito, pois apenas uma coisa ele deseja: montar o sua cursinho preparatório para a OAB, e chegar ao patamar social de um professor que trilhou o mesmo caminho. É, sem dúvida, uma fábrica de moços corretos. Deu pra saber qual o fim?

terça-feira, 4 de março de 2008

Um agradecimento ao Senhor Jesus e aos seus servos, sobretudo àqueles que combatem o bom combate.

Se existe alguém que pode desintoxicar o seu corpo de todo tipo de mazela esquerdistas, esse alguém chama-se Olavo de Carvalho. Lembro-me com arrepios dos meus tempos de terceiro ano, ou pré-vestibular. Um ano difícil não por causa do vestibular, mas sim por causa do descaramento dos professores, principalmente os de história, que com a cara-de-pau fazem campanhas para os regimes comunistas, principalmente o de Cuba.
É tenebroso. Estes indivíduos são mesmo covardes. Numa tentativa de reformular as fracassadas idéias soviéticas e de Mão-Tse-Tung, tais seres propagam as facetas de Guevara e companhia como as mais belas de todos os tempos, como se elas fossem idéias verdadeiras. elogiam a administração de Fidel. Desprezam as vidas consumidas por tais regimes. Pelo discurso destes assassinos, podemos até dizer que eles preferem muito mais a matança gerada por Stalin do que o sacrifício feito pelo Deus-filho na cruz do calvário. E nós, estudantes pré-vestibulandos, que, na ocasião, não temos tempo nem pra pentear os cabelos, acabamos por aceitar estas doutrinas satânicas.

Nestas horas surge um ser com uma lanterna na mão. Um ser enviado por Deus para justamente afastar os seus filhos desta doutrina de demônios. Olavo de carvalho com toda a sua coragem e honestidade abre os olhos daqueles que, outrora, estavam cegos. Sem temer as investidas de Lúcifer, o filósofo enfrenta cara a cara a maldição que há nestes homens do mal, fazendo com nasça dentro de cada um de seus leitores uma vontade de voltar à sala de aula do pré-vestibular para dizer as palavrinhas mágicas que todo comunista merece ouvir: VAI TOMAR NO CU, SEU COMUNISTA VAGABUNDO!!!

Como agradeço ao Senhor Jesus por ter me livrado desta doutrina. Se tem uma coisa que eu agradeço a Deus em minha orações, é o fato de ele ter me libertado deste caminho falso que, sem sombra de dúvidas, só leva à morte. Assim, só tenho a agradecer por esta libertação e torcer para que, em breve, este seres possam estar no inferno juntamente com Lula, Hugo Chávez, Fidel Castro, Rafael Correia, Raúl Reyes, Mao, Raul Castro, Stalin, Lênnin, Trotski, Heloísa Helena, João Alfredo, Zé Dirceu, José Genuíno etc.

segunda-feira, 3 de março de 2008

privatização do congresso nacional: uma nova versão de imagine.




Acordei imaginando como funcionária o congresso, caso este fosse privatizado. E, pra ser sincero, acho que funcionaria muito bem. Imagine se existissem empresas que disponibilizassem deputado e senadores ao mercado público-político. Agora imagine também se estas empresas passassem por um processo de licitação sério e rigoroso, onde o melhor preço e o melhor resultado prevaleceriam. Agora imagine também que você não perderia mais os seus domingos por causa do circo eleitoral 'brumarial'.

O processo seria simples: o executivo abria uma licitação, as empresas entravam com os deputados e senadores e estes teriam que trabalhar de verdade, já que, caso não trabalhassem, seus patrões os colocariam para fora. Não seria uma boa?Calma, não se preocupe, pois não haveria só deputado governista, existiria uma empresa responsável pela fabricação dos congressistas de oposição. Seria uma maravilha, não seria? Tudo transcorreria normalmente. Os jornais teriam mais espaço para as elições americanas, e não precisaríamos perder o nosso tempo assistindo as TVs legislativas, passando assim a possuir mais tempo para filmes, novelas, programas de auditório, desenhos animados, bbb's etc. Imagine também uma CPI onde todos sairiam ganhando. Os deputados fariam questão de investigar. Os relatores e presidentes também fariam questão de investigar, contudo, como de praxis, tudo terminaria em pizza. Nada mudaria... apenas nós teríamos mais tempo sem política.

Mas não se pode deixar de pôr um requisito na licitação: nenhuma empresa deveria fornecer deputado comunista, pois tais insalubres seres tentariam de uma forma ou de outra aprovar leis que impliquem diretamente no fracasso dos bons costumes, como por exemplo, a lei da mordaça gay, a lei Maria da penha (funcionária da unifor), lei obrigando homens a usarem saias (saju) etc etc.

Você pode até me chamar de sonhador, porém eu não sou o único.

sábado, 1 de março de 2008

Homem e mulher conversando: duas fases, duas histórias num só ano.

Ele disse: Queria muito falar contigo mais vezes, mas você vive correndo...

Ela disse: Está namorando? Conheceu alguém?

Ele disse: “Não!”

Ela disse:
Já me preocupei de mais com coisas inúteis... Acho que estou no tempo das gargalhadas.

Ele disse: Porque num sei se o que sinto é felicidade, sei lá. Acho que nunca fui feliz de verdade, e como agora acho que sou, fico meio suspeito com tal sentimento. Antes, porém, eu pensava que ser feliz significava ter alguém, mas descobri que nem sempre um namoro é sinônimo de felicidade. Eu vivia achando que minha felicidade tava ligada a uma pessoa, mas agora acho que não. Serei feliz com ou sem, entende? Sei lá, acho que,hoje, tenho mais fé.

Ela disse: Não estou em casa, não posso ficar ocupando o computador alheio!