Por acaso temos pressa?
Temos algo?
Estamos completamente sem nada...
Usurparam até as lembranças.
Sempre em frente, diz a luz, em “o preço, de Gessinger.
Mas como podemos ir em frente?
Por acaso há luz?
N. Reis, em sua, digamos, famosa ópera,
Prometeu não mais mentir, até que o caminho encontre.
E hoje, neste dia cansativo, onde os boatos de demissão rodaram os meus ouvidos,
Fico feliz em saber que o mundo ainda é bom, e que, como diz Camus:
“não imagino outra coisa que não seja a vida”.
Assim, termino de fumar mais um dos meus inúmeros cigarros
Olhando para a humanidade;
Olhando para a monstruosa rampa de lixo que há em frente a minha casa.

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