sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

um poema, mais um dia

Por acaso temos pressa?

Temos algo?

Estamos completamente sem nada...

Usurparam até as lembranças.

Sempre em frente, diz a luz, em “o preço, de Gessinger.

Mas como podemos ir em frente?

Por acaso há luz?

N. Reis, em sua, digamos, famosa ópera,

Prometeu não mais mentir, até que o caminho encontre.

E hoje, neste dia cansativo, onde os boatos de demissão rodaram os meus ouvidos,

Fico feliz em saber que o mundo ainda é bom, e que, como diz Camus:

“não imagino outra coisa que não seja a vida”.

Assim, termino de fumar mais um dos meus inúmeros cigarros

Olhando para a humanidade;

Olhando para a monstruosa rampa de lixo que há em frente a minha casa.

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