sexta-feira, 29 de maio de 2009

O vendedor de lembranças

Os dois ofereciam ao pote de açúcar tudo o que nunca lhes havia sido oferecido. Sem dúvida, todos percebiam os grandes olhos da grande vizinhança do pequeno café parisiense. Muitos comentários, sobretudo dos ingleses, acerca daquele casal de namorados havia. "Em 1932 não havia muita coisa pra fazer", dizia uma esquisita velhinha. "Foi o auge da minha vida", dizia um velhinho ao seu cigarro. Ao amanhecer, fecharam a porta e os olhos. Voltaram à casa sem saber muito acerca do que havia acontecido. Dormiram por dois dias. Mais tarde, após o almoço do domingo, chá com biscoitos.

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