quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ZERO mais DEZ, ou 0 + 10


Depois de muito andar, decidi escrever sobre os melhores dias que tive aqui na terra.
Não são tão grandes momentos assim, mas um pouco de uma aventura incrivelmente delirante.

Passei sete anos da minha vida morando num lugar inóspito. Um lugar terrível. Uma falsa moradia. Eu era muito infeliz. Chorava quase todas as noites. Sentia saudades da liberdade que me roubaram. Se lágrimas caem hoje dos meus olhos, é porque eu sinto que a minha liberdade esta quase consumada.

Neste momento, choro. Choro muito. Mas não é um choro melancólico. Não sei explicar o que é bem, porém acho que não é melancolia. .

Sou filho de um homem determinado. Sou órfão de uma mulher linda. Minha mãe: a mulher mais linda do mundo. Sinto saudades da sua voz e, sobretudo, de sua ternura.

Talvez, quando eu morrer, eu a encontre. Quero muito reencontrá-la.

Como falei, sou órfão de mãe, e, desde que ela se foi, num terrível dez de marco de mil novecentos e noventa e quatro, os meus dias não são mais tão bons. Feliz? Não! Tolero a vida. Aceito todas as condições possíveis. Escuto mais, entendo menos.

Boa noite!

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