ENCONTROS DESCARTÁVEIS - “CONTO CURTO”
Conheceram-se pelos olhares. Marcaram de se encontrar no sábado. Ânsia. Medo. Tensão. Tudo se perdeu... Não era o que eles esperavam.
CARNAVAL
Depois de algum tempo, mais ou menos cinco anos, fui novamente ao carnaval. O destino, como não poderia deixar de ser, foi Flecheiras.
Ouvi muito Strokes. E Los Hermanos também. Revi amigos. Meninas fizeram o meu coração tremer. Bebi. Dancei. Viajei. E no final continuei com a mesma melancolia de sempre. Ao chegar a casa, revi o meu amigo Nietzsche.
MEU PODRE DENTE
Sofro com o meu dente. É que ele está podre, como diz alguns de meus colegas. Tenho preguiça de ir ao dentista, apesar de ter um plano dentário razoável. Meu dente faz me sentir humano. Ele me faz perceber que sou vulnerável também às dores físicas.
MEU PODRE DENTE, PARTE 2
Depois de algum tempo, mais ou menos cinco anos, fui ao carnaval. O destino, como não poderia deixar de ser, foi flecheiras. Conheci uma garota, que, curiosamente, me fez perceber que a vida paira sobre a ética dos encontros descartáveis. A dita tem namorado, ou tinha, não sei. Foi isso que me deixou meio frágil. Porém compreendi que sob efeito de uma “leve sensação...” as coisas ficam muito mais fáceis, e as atitudes são incrivelmente irracionais. Mais uma vez me senti arrependido pelo que fiz. Infringir as regras românticas não é bem o meu estilo, pois eu sempre me vejo na pele do traído.
Uma menina fez o meu coração tremer. No entanto, aquela que eu queria vez não estava lá. A menina que fez tremer meu coração traiu o seu namorado. Eu me senti mal. Ela também não ficou bem. Fomos para casa sem dirigir uma palavra ao outro, e para a infelicidade do meu dente, a leve sensação passou. Meu pobre dente podre voltará ao dentista e me fará sentir novamente humano.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
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