sexta-feira, 4 de abril de 2008

A DIPLOMACIA DE RUBENS

Conta a História que, em boa parte da sua vida, o pintor alemão Peter. P. Rubens dedicou-se ao exercício da diplomacia, sem, no entanto, ter deixado de lado o seu dom natural: a pintura. Desde pequeno, nunca foi chegado a guerras, nem quando me apaixonei pela áurea que cobre o ambiente europeu. Sempre fui, por assim dizer, um homem da paz, talvez seja por isso que, ao ser desrespeitado por alguns colegas do colégio, sempre revidei com o desprezo ou com uma baixa auto-estima.

Estou a mais ou menos quatro anos na Unifor, e desde o primeiro semestre que entrei ali, fui um crítico ferrenho daquela instituição. Critiquei basicamente o que o estúpido movimento estudantil criticava, ou critica; eu era simplesmente, assim como vários de imbecis que estão na Unifor, um vagabundo que criticava sem nenhuma razão. Coisas erradas existem aos montes, mas posso também dizer que coisas erradas existem em todo lugar. Só um lugar é perfeito: lo cielo.

Pois bem, se não estou aqui pra falar das minhas desavenças com a Unifor, até porque, salvo alguns funcionários da biblioteca, e alguns professores (por sinal muito poucos), acho (ou tenho certeza) que não sou conhecido por nenhum daqueles que fazem a administração-maior da Unifor, por isso é bom que eu diga logo o porquê desta minha humildade para com ela, pois, se este texto cair em mão erradas, elas dirão que eu não passo de um “babão”. O conflito é natural em qualquer lugar do mundo, mas, caso haja um errante nesta estória de amor com a Unifor, este errante sou eu. Por quê? Porque acabo de sair (completamente perplexo) da exposição das obras de Peter Paul Rubens, que se encontra no espaço cultural da Unifor – um elegante espaço onde se expõem grandes artistas mundiais.

Rubens é excepcional. E, se antes minhas paixões eram Van Gogh e Munch, posso dizer sem medo que o barroquismo de Rubens me conquistou. Fiquei desvairado quando vi aquelas cenas bíblicas quase que vivas. É como se a imagem tivesse em movimento. É como se um o espetáculo entre as quatro partes da moldura acontecesse. Podemos ouvir as escrituras bíblicas com os olhos. É lindo. É sentimental. Nunca me emocionei tanto como hoje. Sem dúvida, a Universidade de Fortaleza merece minhas congratulações. No entanto, Rubens também tem todos os créditos, porque a sua diplomacia me aproximou mais da Unifor, fez-me vê-la com outros olhos, isto é, Gli occhi di arte.



Obra: Peter Paul Rubens - "O Caminho do Calvário", óleo sobre madeira medindo 74 x 55 cm. Esbôço para o retábulo, foi encomendado em 1634 e concluído em 1637. Encontra-se no Museu Real de Belas-Artes, Bruxelas. (Fonte:arelíquia.com.br)

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