
Acordou tarde. Sua inconstância aflora com os primeiros raios do sol. Sua cama desarrumada o faz lembrar dos tempos ruins. Um leve tom de indiferença o deixa mais contente com o mundo. Está sozinho – tanto em casa quanto no mundo.
Não toma café. Teme que o café leve embora a sonolência, que, até aquele momento, é uma das coisas boas que há nele. Liga o computador e vê as fotos que tirou na praça – não gostou de nenhuma delas. Finda por excluíras. Envia-as para a lixeira juntamente com seus problemas.
A pia está cheia de louça. Por um instante, sente-se alegre, pois há um bom programa a vista: lavar louça escutando Wagner, Bocelli ou Cold Play.
É domingo. Os programas de esporte dominam a tevê. Mesmo assim ele deita-se no sofá. Tem em suas mão um controle inquieto. A cada dois minutos, muda de canal. Acende um cigarro. Toma suco de laranja com as sobras de uma pizza. Lê algumas crônicas do Airton Monte. Pensa na vida. Dorme. Às três da tarde, acorda e percebe que nem almoçou e nem lavou a louça. Desliga a tevê. Põe-se novamente a dormir. Amanhã – quem sabe – sairá pra procurar um emprego.
Não toma café. Teme que o café leve embora a sonolência, que, até aquele momento, é uma das coisas boas que há nele. Liga o computador e vê as fotos que tirou na praça – não gostou de nenhuma delas. Finda por excluíras. Envia-as para a lixeira juntamente com seus problemas.
A pia está cheia de louça. Por um instante, sente-se alegre, pois há um bom programa a vista: lavar louça escutando Wagner, Bocelli ou Cold Play.
É domingo. Os programas de esporte dominam a tevê. Mesmo assim ele deita-se no sofá. Tem em suas mão um controle inquieto. A cada dois minutos, muda de canal. Acende um cigarro. Toma suco de laranja com as sobras de uma pizza. Lê algumas crônicas do Airton Monte. Pensa na vida. Dorme. Às três da tarde, acorda e percebe que nem almoçou e nem lavou a louça. Desliga a tevê. Põe-se novamente a dormir. Amanhã – quem sabe – sairá pra procurar um emprego.

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