A segunda-feira é conhecida como o dia da semana dedicado a preguiça, e comigo não é diferente. Depois de passar o domingo lendo uma série de artigos da coluna do Diogo Mainardi, publicadas no ano de 2002, tive a sensação de que o blog é o melhor local pra desabafar. Passei o feriado na casa de uma tia (pra varia). Todos os dias eu estava cercado por de gente de todas as idades - de dois anos a cinqüenta e poucos anos, porém nenhum despertava em mim o desejo de conversar. Passei cinco dias calado. Falei o essencial. Menti, principalmente quando perguntavam se estava tudo bem. Ainda não perdi o gosto pela minha família, até porque eles estão me ajudando, mas não encontro, entre eles, alguém que eu possa depositar minha confiança. Aliás, neste mundo, apenas duas pessoas são dignas de minha confiança, não revelo porque sei que elas sabem disso.
Tentei começar a ler “O elogio da loucura” – de Roterdã -, mas, no fundo, conclui que, atribuir todas as atitudes humanas à loucura é uma abrupta estupidez. Mas, por sorte, quando tentei reservar “o jardim das aflições”, este já estava disponível para locação – foi a única coisa boa que aconteceu no meu dia. Passei a manhã na universidade tentando fazer um trabalho de direito do consumidor, contudo a desonestidade do professor fez com que eu apenas rabiscasse algumas palavras. Durante esta decadente-saga-universitária, tentei escrever uma crônica sobre o meu avô, mas este me azucrina tanto que não despertou em mim nenhuma feição romântica. No fim das contas, prestes a encerras os trabalhos, resolvi entregar os rabiscos do trabalho do mesmo jeito, isto é, sem “passar a limpo”. Que se lasque o direito do consumidor. Meu ouvido está cheio de água, deve ser por causa da piscina. É uma sensação horrível. Embora eu tenha fumado uns tantos, fumar um Camel com os ouvidos entupidos não é muito bom. Mas o prazer de sentir aquele gosto de mato na boca é irresistível. Tomei trezentos mililitros de café. Comi dois calzones. Escutei pela quadragésima vez o Cd “

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